domingo, 1 de abril de 2007

Um olhar sobre o mundo...

A Força da Razão

"Hoje eu tenho um dia de descanso, todo pra mim e como eu sempre faço quando posso descansar um pouco, eu fechei-me em casa, em minha cama, que eu adoro, para ler algo. Eu estou lendo o novo livro "A Força da Razão" de Oriana Fallaci. Um livro interessante, um ponto de vista cru e áspero acerca de quem presta atenção à Europa com um olho cuidadoso e crítico. Europa, um continente que apoia a guerra....como a descreve o escritor, um continente que hoje não é mais Europa, mas "Eurábia", como se fosse uma colônia do islã. Eu não quero escrever aquì o que acho dessas considerações, não é minha tarefa empurrar a gente que me suporta para seguir meu julgamento cerca desse assunto, mas fico aqui diante de meu computador, uma vez mais não quero ter medo de testemunhar minha oposição absoluta à guerra. É verdade, este é um julgamento que, talvez, eu não teria que dar, mas não há nada polìtico suportando a paz, ou melhor, como uma mulher deste milênio, nele há um testemunho social e civil. Eu não sei o que você acha sobre o assunto. De algumas pessoas, eu conheço as opiniões pelas cartas e pelos e-mails que vocês me enviaram e que eu tento ler freqüentemente... Certo, gostaria de saber se houver alguém, entre vocês, que lê meus pensamentos e não està de acordo comigo. Gostaria de falar sobre isso, compreender, avaliar... juntos. Como faz um grupo de amigos que se encontra de novo, em casa ou numa praia para conversar sobre mil coisas....de repente vocês se tornam sérios e se começa a falar de atualidades. Sou uma pessoa otimista, que prefere evitar discussões, às vezes por medo mas sobretudo por princípio. (...)
Eu odeio saber que uma pessoa está sofrendo por causa de algumas injustiças mas a coisa que eu odeio mais, é sentir-me impotente naqueles momentos. Eu sinto essa sensação em várias situações, situações importantes e não; de estar ciente que a guerra matou povos e culturas desde sempre, até a discussão entre dois amigos geralmente afeiçoados um pelo outro. Estou pensando em Anisa, uma menina que escreve pra mim de Bagdá que espera agüentar, e estou pensando em Manuela, minha amiga Manuela Pacifico, que se sente agoniada por receber algumas palavras tão pesadas quanto balas. Deveríamos respeitar-nos muito mais, nós deveriamos avaliar antes de agir. O político que decide quem e como golpear um adversàrio, a palavra ofensiva que choca - talvez - uma sensibilidade demasiado frágil de um amigo.
Eu não sou uma santa, eu tambèm cometo erros !! Eu quero apenas ser uma proponente pois eu acho esta é a melhor maneira para crescer. Eu convido vocês a conhecer melhor o que é que acontece no mundo, lendo livros ou prestando atenção a documentários acerca das guerras dos últimos anos sob diversos pontos de vista. Para que vocês se tenham suas próprias opiniões, compreendendo suas maneiras de pensar, porque o julgamento sobre esses assuntos deve ser só e unicamente seu.
Peace,
Laura " (Pausini)