quarta-feira, 30 de maio de 2007

Vendo passarinho verde

Nestes dias em que tem feito muito frio, com nenhum cobertor à disposição, as noites são passados quase totalmente insones, o que se reflete num tremendo sono durante o dia e só é paliativamente curado com doses generosas de café. Some-se a isso uma semana de estudos dedicada a um simples teste cujo resultado é de vital importância para o semestre. Resultado: sair cansado do trabalho e passar a tarde estudando heurísticas, álgebra modular etc, além de ter aula à noite.
Em vez disso, neste "belo dia resolvi mudar e fazer tudo que eu queria fazer": cheguei em casa e, sem almoçar, troquei-me e mesmo com uns 15 graus fui correr de regata e shorts em volta do lago - com vento e tudo.

Periquitos

Mesmo com a respiração dificultada pelo ar mais gelado, estava num ritmo bom e queria fazer o trecho "padrão" de três voltas. Eis que pelo meio da primeira volta, ao passar ao lado de um mato um pouco mais alto, sai uma revoada desses pequenos periquitos (maritacas na verdade) que se vêem - pelo menos eu vejo - somente pela manhã, no alto dos postes, cantando bem cedo. Foi uma bela surpresa. Eles saíram e voaram para as árvores que ficam do outro lado da pista - cerca de 3m de largura. Na hora, pensei na expressão "ver passarinho verde" e entendi que estava vivenciando a expressão.
Depois disso, o dia seguiu seu curso esperado: casa, almoço, banho, faculdade, estudo, aula, casa.
Felizmente uma pequena decisão, pequena mudança trouxe algo de diferente a este dia.