domingo, 27 de maio de 2007

Pode um vídeo resumir (um)a vida?



Acho que sim ;)

sábado, 26 de maio de 2007

Verdade desconhecida

Se, após a morte, a condição para entrada no paraíso for condicionada pela pergunta "O que verdadeiramente aprendeste de valor em tua vida?", pego as minhas coisas e vou direto para o andar de baixo...

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Conhecendo Dona Dolores...

Ontem à tarde, mais uma vez a fantástica e animada aula de criptografia: aquela em que o professor sempre começa com quinze minutos de atraso, na qual eu despenco de sono, a mesma em que o ministrante constantemente se perde durante explicações...
Finda a aula, juntos aos comuns "elogios" à aula, um colega comenta que estava muita dor de cabeça e que isso quase o fizera bater o carro na vinda para Unicamp. Obviamente insisti para que fôssemos ao CECOM, uma área do HC da Unicamp só para alunos. Como ele fez questão de bandejar antes, chegamos ao CECOM cinco minutos depois de fechar.
A dor de cabeça piorou e fomos ao Pronto-Socorro do HC tentar atendimento. Primeiramente, fez-se um cadastro e fomos sentar à espera de atendimento. Pouco tempo depois - para os padrões públicos de atendimento - o colega foi chamado. Pensei que iria embora logo.
Logo em seguida, à minha direito, no corredor, percebi que vinha andando uma senhora de idade que tinha enfaixados o braço esquerdo quase todo e a perna direita (depois soube que havia sofrido uma queda). Não sei se por eu a ter olhado, ela fez questão de pedir licença e "acomodar-se" a meu lado. Vale explicar que não estava em um banco esperando meu amigo, mas em cima de um "banco", um nível, sei lá, muito gelado por sinal, onde estava sentado.
Depois de pedir licença, a senhora deitou-se nesse cimento gelado. A única coisa que pude fazer no momento foi oferecer minha mochila para apoiar a cabeça. Ela perguntou se não tinha nada que pudesse quebrar, mas respondi que não tinha e que o único problema de algo duro seria machucar a cabeça dela. Ela agradeceu e aceitou.
Como já esperava que a iniciativa de uma conversa partisse dela, só esperei até que me perguntasse se eu via televisão; respondi que não, e ela começou a contar sobre o programa da Claudete ("Pra Valer"), de quem ela gosta muito, e também da Cristina (Rocha), cujo programa trata sobre pessoas que buscam ou oferecem coisas e serviços, uma espécie de classificados na TV.
Ela contou que queria ajudar do Programa da Cristina para ver se encontrava alguém que a quisesse ajudar: ela vive numa casa pequena que divide com o filho, nora e duas filhas - são cinco pessoas e pouco espaço. O que ela deseja é encontrar alguém disposto a fazer algumas reformas para aumentar sua casa e acomodar todo mundo lá. Só que só era possível entrar em contato com o programa por e-mail, e ela não tinha nem podia entrar na Internet.
É claro que a história me deixou sem jeito (a quem não deixaria?). O que eu podia fazer a respeito? A única coisa que me veio à mente foi pegar o telefone e entrar em contato com o programa contando sua história e pedindo para que entrassem em contato. Só que, como tem sido uma constante na vida, demorei demais e não disse o que deveria dizer, e veio um enfermeiro simpático que chamou por ela, encaminhando-a para atendimento lá dentro. Dona Dolores foi simpática ao despedir-se, e eu fiquei com mais uma sensação de frustração.
Meu colega só tinha ido lá dentro para uma espécie de triagem - tirar pressão entre outras coisas - para ver se de fato precisava de uma consulta. E esperamos mais ainda. Quando ficamos quase três horas que nem tachos lá, ele disse que se sentia melhor - com certeza a espera fez com que percebesse que sua dor não fosse tão ruim assim.
Hoje, ao que parece, ele se sentiu melhor e nem teve resquícios das dores de cabeça e muscular que o afligiram ontem. E eu com esse peso na consciência...

domingo, 22 de abril de 2007

O abismo que leva ao céu...

Sobre como se pode inventar e mudar a realidade de acordo com o sonho...

Sem se esquecer de que o sonho tem um "pé" na realidade.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Expandindo PL

Quando se estuda Teoria da Computação, recai-se muito em problemas da Matemática e vice-versa - até por isso existe o curso de Matemática Computacional. Uma das teorias interessantes trata sobre a redução de problemas: caso se tenha um problema A, cuja solução seja desconhecida, e se conhece um problema B com propriedades em comum, sendo possível a redução de uma instância de A para o problema B, utiliza-se a técnica de B para resolver A. Daí se depreende, não claramente a partir da explicação acima, que o problema A é mais complexo que B além de que toda nem toda solução resolve A.
A redução só é possível por meio da modelagem que se aplica ao problema A "transformando-o" em uma instância de B. Exemplo: se o problema A é para multiplicar n números, mas só se sabe como somá-los (problema B), como fazer? Modela-se o problema A como sendo somar repetidas vezes cada par de números, tendo assim o produto dois-a-dois; repete-se o procedimento para cada produto fazendo com que se torne fator de uma nova multiplicação até que se tenha o resultado correto. Computacionalmente isso é possível embora vá levar muito mais tempo, mas a questão de tempo só é levada em conta se você não o tem sobrando :)
Ainda em Computação, estuda-se uma classe de problemas chamada Programação Linear,
que trata de buscar o ótimo para uma dada função linear (função-objetivo) - ótimo é o maior valor, em módulo, que esta função pode assumir (querendo maximizar, é o maior valor, e o contrário para minimzar). Obviamente, para chegar ao ótimo, bastaria colocar os valores máximos nas variáveis e pronto. Vida e Computação não são óbvios (aprenda!). Desse jeito, os maiores valores são infinitos, e o ótimo também. Para controlar isso, existem as chamadas funções de restrição: equações ou inequações que servem como parâmetros aos valores que as variáveis da função-objetivo.
Para que tudo isso?
Nos muitos paralelos que faço relacionando "além-Computação" com Computação, acabo fazendo uma espécie de redução, ou seja, aplico um certo modelamento para tentar encontrar soluções que não sejam respostas prontas para instâncias específicas do Problema Maior, mas subsídios valiosos a seu entendimento.
Um exemplo disso é observar o que muitos consideram o objetivo da vida: serem felizes. Logicamente ser feliz acaba sendo resultado de momentos felizes, e uma função-objetiva aplicável seria maximizar esses momentos. Aí já se começa a entrar em Programação Linear, faltando somente as funções de restrição, o que acaba sendo até fácil de observar, por tratar-se de toda e qualquer coisa, pessoas, circunstância etc... qualquer coisa serve, pois tudo pode potencialmente (olha o plenoasmo!) ser restritivo à felicidade. É evidente que, minimizando-se as restrições, chega-se ao máximo na função objetivo.
"Grande! Isso eu já sabia!", tornaria o Pequeno Gafanhoto (agora com letra maiúscula). Matemática não é um mistério tão impossível quanto alguns pensam, porque mesmo ela, por increça que parível, derivou a partir da observação das coisas simples que aconteciam ao redor do homem, por isso não é surpresa e nem um grande mérito "matematizar" qualquer coisa.
Para escolha que se faz, há, pelo menos, uma renúncia a ser feita - senão não haveria o que escolher. Saber otimizar o valor das escolhas talvez não seja evidente, por não se conhecer a priori os resultados que podem trazer. Outra possibilidade é analisar o problema complementar: reduzir as perdas com as renúncias. Definição de prioridades é uma maneira de fazê-lo - isso equivaleria a atribuir pesos a cada possibilidade, ou seja, os valores dos coeficientes nas funções-objetivo.
Citada a idéia, agora basta que se traga o modelo à luz da realidade a nela o submeta para ver se funciona. Alguém se arrisca?

sábado, 7 de abril de 2007

Sobre milagres....

"Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo", escreveu Guimarães Rosa no conto O Espelho em Primeiras Estórias. Uma frase que expressa a beleza incutida e escondida nas mínimas coisas que passam desapercebidas pela maioria - incluso este que escreve.

"O essencial é saber ver", escreveu Fernando Pessoa por meio de Alberto Caeiro. Ver está além de olhar, mas não de enxergar - não se trata apenas de sinônimos, mas de uma "hierarquia semântica". Saber ver leva a enxergar, e enxergar é essencial.

O que é exatamente saber ver? É não só ter a percepção de que "a coisa" acontece como do que está por "trás da coisa". Isso não se descobre apenas ficando parado e observando o mundo girar, as nuvens passarem no céu, o vento roçar as folhas das árvores... Caeiro ainda acrescenta que " Não basta não ser cego /Para ver as árvores e as flores", isto é, só com nossas capacidades não entenderemos o mundo tal qual é - ou o mais próximos que possamos chegar disso - a menos que nos movamos, esforcemos minimamente neste sentido.

Para Spinoza, a Força - o nome não faz diferença, por isso fica a critério de quem ler - existente em tudo e por que tudo existe está "disponível" a todos, pois é imanente. Apesar de imanente, é necessário o esforço de cada para descobri-la e a ela unir-se.

"E os milagres com isso?", perguntaria o Pequeno Gafanhoto. Com os milagres, o princípio é o mesmo: não adianta simplesmente ficar à espera como se fossem a (única) solução para tudo.

Não acredite em milagres! Faça-os!

domingo, 1 de abril de 2007

Um olhar sobre o mundo...

A Força da Razão

"Hoje eu tenho um dia de descanso, todo pra mim e como eu sempre faço quando posso descansar um pouco, eu fechei-me em casa, em minha cama, que eu adoro, para ler algo. Eu estou lendo o novo livro "A Força da Razão" de Oriana Fallaci. Um livro interessante, um ponto de vista cru e áspero acerca de quem presta atenção à Europa com um olho cuidadoso e crítico. Europa, um continente que apoia a guerra....como a descreve o escritor, um continente que hoje não é mais Europa, mas "Eurábia", como se fosse uma colônia do islã. Eu não quero escrever aquì o que acho dessas considerações, não é minha tarefa empurrar a gente que me suporta para seguir meu julgamento cerca desse assunto, mas fico aqui diante de meu computador, uma vez mais não quero ter medo de testemunhar minha oposição absoluta à guerra. É verdade, este é um julgamento que, talvez, eu não teria que dar, mas não há nada polìtico suportando a paz, ou melhor, como uma mulher deste milênio, nele há um testemunho social e civil. Eu não sei o que você acha sobre o assunto. De algumas pessoas, eu conheço as opiniões pelas cartas e pelos e-mails que vocês me enviaram e que eu tento ler freqüentemente... Certo, gostaria de saber se houver alguém, entre vocês, que lê meus pensamentos e não està de acordo comigo. Gostaria de falar sobre isso, compreender, avaliar... juntos. Como faz um grupo de amigos que se encontra de novo, em casa ou numa praia para conversar sobre mil coisas....de repente vocês se tornam sérios e se começa a falar de atualidades. Sou uma pessoa otimista, que prefere evitar discussões, às vezes por medo mas sobretudo por princípio. (...)
Eu odeio saber que uma pessoa está sofrendo por causa de algumas injustiças mas a coisa que eu odeio mais, é sentir-me impotente naqueles momentos. Eu sinto essa sensação em várias situações, situações importantes e não; de estar ciente que a guerra matou povos e culturas desde sempre, até a discussão entre dois amigos geralmente afeiçoados um pelo outro. Estou pensando em Anisa, uma menina que escreve pra mim de Bagdá que espera agüentar, e estou pensando em Manuela, minha amiga Manuela Pacifico, que se sente agoniada por receber algumas palavras tão pesadas quanto balas. Deveríamos respeitar-nos muito mais, nós deveriamos avaliar antes de agir. O político que decide quem e como golpear um adversàrio, a palavra ofensiva que choca - talvez - uma sensibilidade demasiado frágil de um amigo.
Eu não sou uma santa, eu tambèm cometo erros !! Eu quero apenas ser uma proponente pois eu acho esta é a melhor maneira para crescer. Eu convido vocês a conhecer melhor o que é que acontece no mundo, lendo livros ou prestando atenção a documentários acerca das guerras dos últimos anos sob diversos pontos de vista. Para que vocês se tenham suas próprias opiniões, compreendendo suas maneiras de pensar, porque o julgamento sobre esses assuntos deve ser só e unicamente seu.
Peace,
Laura " (Pausini)