As últimas palavras de Fernando Pessoa refletem literalmente e exatamente o desconhecimento sobre amanhã, justamente amanhã. Sei o quê vai acontecer, mas não sei como - aliás é isso que incomoda mais a todos.
O certo é que continuarei caminhando debaixo do mesmo sol, mesmo quando não o vir, todos os dias. Farei isso mesmo que as pernas não permitam ou que não haja motivos para fazê-lo, porque não é preciso ver o sol para caminhar debaixo dele, nem ter esperança para seguir adiante - há algo além, "algo dentro de nós que não tem nome, e é isso o que somos", segundo Saramago.
Mesmo assim o amanhã urge em mim como o sol que surge no início de cada dia...