O que se vê de qualquer pessoal são as coisas que ela faz e não o que consegue fazer. O verdadeiro potencial de alguém nunca - ou quase - chega aos olhos do mundo, tanto para o bem quanto para o mal. Isso quer dizer que uma pessoa pode ser tanto mais bondosa ou cruel do que demonstra.
(Analogamente, uma árvore não é só o que está sobre a terra: suas raízes estão sob ela, e é onde de fato encontram-se suas forças para poder crescer)
Será que valeria a pena que esses pontenciais, tanto bons como maus, viessem à tona?
Provavelmente sim.
Quando se vê o mundo tal qual está, a maneira egoísta como as pessoas agem, é muito menos improvável que as coisas piorassem além do que já estão.
O que fazer para usar os potenciais de cada um?
É lógico, claro, evidente, de conhecimento público que as pessoas não saem por aí matando umas às outras por causa das "leis morais", "regras de convivência em sociedade", dentre outros nomes que se podem conferir a tal "coisa". O que evita o "pior" também evita o "melhor", pois a invisível coerção que mantém a sociedade existindo é o que inibe o potencial de cada um. Está certo quem escreveu que o homem é mais forte quando está sozinho - provavelmente Ibsen.
Seria muita bem-vinda uma "onda de libertação" que levasse as pessoas a vencerem as amarras que prendem seus potenciais e promover verdadeiramente uma revolução.
Se isso não ocorrer - é o menos improvável que aconteça - fique-se então com a seguinte animadora: quando se vir qualquer pessoa, que se tenha em mente que ela está (muito) além do que se vê, é um ser inacabado, um microcosmo em crescimento.