Quinta-feira, 5h40min, hora de acordar e ir pra natação. Antes disso, já começa a arrumação de malas.
Entre 6h15min e 7h05min, nadar...
Depois disso, banho, café, mais correria pra arrumar malas, dar um jeito nas coisas e ir pro trabalho. Atraso de 30 minutos: 8h e meia ponto marcado.
Como sexta seria feriado, o café do setor foi antecipado, então dá-lhe sair correndo atrás das frutas que são minha incumbência. Depois de lavar tudo e deixar na bandeija, vamos ao trabalho propriamente dito.
Muita coisa pra fazer, nada que seja resolvível, estresse, desânimo...
Até que chegam as 10h: hora de sair para o aeroporto, tomar um vôo pra Sampa!
Às 11h45min, sai o avião chegando às 13h30min. Depois mais 1h30min de ônibus até a casa dos pais - demora mais pra cruzar Sampa de busão que atravessar mil quilômetros de avião.
Como o jogo era às 19h e queria chegar cedo, teria que sair ainda mais cedo para cruzar a cidade de novo e ir ao Morumbi. Vamos nessa!
Pelo fato de estádio de futebol não ser um lugar dos mais seguros, saí de casa somente com o necessário: documento, ingresso, manto sagrado e grana mínima para eventualidade e uma sandália pra não chamar a atenção.
O problema começou no metrô: noto que saí sem o Bilhete Único, o que me permitiria pegar ônibus e metrô sem pagar; a quantia presente no bolso dava somente para comprar dois bilhetes de metrô - ida e volta. Foi o que fiz...
Na ida, o problema foi um pouco menor, pois era possível fazer baldeação com trem e descer na Marginal Pinheiros, tendo que andar até o Morumbi - cerca de 5 km (conforme este link) - em cerca de 45 minutos num ritmo absurdo e de sandália.
Durante o jogo, foi um sofrimento só: o time errava passes e, num sistema 4-4-2, em que os meias devem fazer o time ir pra frente, os meios inexistiam. A torcia até que apoiava, porém não como deveria, e o time estava apático: Jean errava muitos passes no meio, Arouca nem marcava nem se apresentava à frente, JW e Hernanes omissos; somente Washington, lutador, e Borges, no pivô, tentavam algo diferente em campo.
Para piorar, somente algo que meus olhos jamais deveriam ver: uma falha grotesca, imperdoável, ridícula do maior goleiro do mundo, Rogério Ceni:
No segundo tempo, o time, bem como a torcida, acordou e a inevitável virada ocorreu. Gritei muito, joguei-me ao chão com chances perdidas e foi uma catarse - sem qualquer exagero.
Mesmo durante a emoção do jogo, já imaginava a volta e o tanto que teria de andar, e os pés já estava doendo...
Findo o jogo, começo a caminhada pela noite de São Paulo. Foi cerca de uma hora de caminhada até o metrô em ritmo muito forte novamente, porém com uma dor forte na sola dos pés, onde se formavam bolhas. Segundo Google Maps, foram 8,5km de caminhada. Embora andasse rápido, não tinha como deixar de ver a apreciar a linda lua cheia que brilhava no alto do céu - obviamente reflexo da Páscoa, sempre comemorada no primeiro domingo de plenilúnio após a chegada da primavera no Hemisfério Norte.
O jogo acabou depois das 21h, cheguei em casa pouco depois das 23h, cansado, com dores no pé, mas com a vibração tricolores ainda ressoando forte em mim...