Na próxima quarta, começará uma longa viagem até Praia Grande, Santa Catarina, rumo aos cânions do Sul do Brasil.
Essa viagem já está "marcada" há mais de dois meses. Tudo planejado com antecedência e dando um trabalho grande: o Albergue não tinha site em nenhum lugar e foi preciso muitas "googleadas" para achar o contato e fazer as reservas.
Outro problema era como chegar até Praia Grande: não há ônibus que vá direto de Floripa pra lá. Havia duas opções: ir até Criciúma ou Araranguá e daí seguir até Praia Grande. Contudo o problema não ficava por aí: como o vôo de ida já estava comprado, tinha que pesquisar um modo de pegar os ônibus e chegar na cidade sem perder tempo: como o vôo saiu à tarde numa quarta-feira, não adianta nada ficar "parado" em cidades intermediárias e perder um dia do feriado. Para ajudar mais ainda, quase não tinha site com informações sobre as empresas que faziam as ligações entre as cidades e os horários. A parada fica assim: vôo chega por volta da 13h30min de quarta em Floripa, pego um ônibus correndo até a rodoviária, de onde tomo um ônibus que sai às 14h30min com destino a Criciúma, aonde chega cerca de 16h30min e de onde parte, às 17h30min o último ônibus para Praia Grande, chegando lá mais de 21h.
Tanto esforço é pra ter três dias para visitar os cânions e talvez praticar algum esporte radical por lá.
Só que ir sozinho pra lá não tem razão de ser visto que é melhor e sempre mais agradável ter companhia, sobretudo quando se comenta da viagem com alguém às vesperas e essa pessoa mostra vontade em ir fazendo com que surja um grande arrependimento não só pela frustração causada a ela como por ser alguém muito especial e com quem gostaria de dividir diversos momentos. O real valor das coisas encontra-se naquilo de que dispomos em nomes dele, não do que de bom nos possa trazer, por isso essa viagem já vale tanto antes de começar.
As noites serão provavelmente muito frias, sendo acompanhadas somente por A Chama de uma Vela, de Bachelard.