Assim escreveu Fernando Pessoa:
"Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo."
À medida que chega a hora da morte para uma estrela, este é o momento em que seu brilho aumenta até o máximo.
Já passou da hora de queimar tudo, de ficar mirando estrelas que despencarão da abóboda celeste um dia. O fogo deve consumir tudo para que nada reste e então surja uma verdadeira estrela purificada que se eleve alto, que rasgue o infinito cada pulsar ínfimo de seu interior.
E se converta nas linhas seguintes que Pessoa escreveu...