sexta-feira, 13 de julho de 2007

Uma nova chance...

Se quando a única coisa a esperar é o disparo derradeiro, qualquer coisa diferente causará imensa surpresa e espanto, sobretudo quando se trata de que o próprio executor não realizar sua tarefa, virar-se e dizer:

"Vá, você está livre. Pode ir."

E transbordam as interrogações na alma anteriormente condenada. A total incerta liberdade concedida que não se sabe como levar, aonde vai levar, como segui-la, para onde, pois somente se disse "Pode ir".

Só há diante de si a vida. Uma vida que traz em si o peso de não ser merecida, o peso de substituir uma punição necessária, o peso de não exigir a punição merecida e necessária, o peso de aceitar passivamente e tacitamente essa nova vida, o peso de fazer dela, mais que qualquer outra que se recebesse, algo digno de um valor irrisório que seja...