Há alguns anos, estava no ônibus quando passamos numa esquina em cujo farol estava uma daqueles pessoas que fazem apresentações para ganharem uns trocados; vendo isso, uma criança, aproximadamente com uns nove anos, virou pra mãe e perguntou: "Mãe, o que é isso? É que nem mendigo, né?"
Achei engraçado a princípio, mas depois me toquei da distorção social contidas naquelas palavras, mesmo - e principalmente - sendo ditas por uma criança.
Hoje no metrô, desce um monte de gente na Sé e um outro monte sobe. Ao ver um banco cinza, reservado para gestantes, pessoas idosas, com criança de colo e com dificuldades de locomoção, uma menininha sentou-se lá inocentemente. Uma outra chegou e disse-lhe: "Sai daí que é lugar pra gente doente".
Preocupante o nosso futuro...