terça-feira, 10 de julho de 2007

A véspera...

"O Olhar

O último olhar do condenado não é nublado sentimentalmente por lágrimas
nem iludido por visões quiméricas.

O último olhar do condenado é nítido como uma fotografia:
vê até a pequenina formiga que sobe acaso pelo rude do verdugo,
vê o frêmito da última folha no alto daquela árvore, além...

Ao olhar do condenado nada escapa, como ao olhar de Deus

— um porque é eterno,
o outro porque vai morrer.

O olhar do poeta é como o olhar de um condenado...
como o olhar de Deus... "

Amanhã terei a possbilidade de atestar a veracidade do que escreveu Quintana...